DF: MULHER MORRE ESPERANDO ATENDIMENTO EM FILA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Desde junho, dezenas de pessoas madrugam nas filas dos Cras, em diversas regiões de Brasília, para conseguir acesso a benefícios sociais. Segundo relatos, Janaína começou a passar mal por volta das 4h, com sinais de infarto. Apesar de terem tentado chamar o Samu, não receberam o socorro. Ela estaria procurando atendimento para receber benefícios sociais porque não podia trabalhar por ter "problemas psicológicos".
Em nota ao g1, a Secretaria de Saúde informou que a vítima se sentiu mal por volta das 20h de terça-feira (16), mas não procurou atendimento médico. De acordo com a pasta, "às 4h18, houve um registro de chamado realizado ao Samu, no entanto, aos 41 segundos, a ligação foi interrompida pelo solicitante". "Registra-se que o médico regulador sequer teve oportunidade de ser informado do quadro da paciente", diz a secretaria.
A pasta disse que, às 4h26, Janaína deu entrada no Hospital Regional do Paranoá com "rosto roxo, corpo rígido e pupilas médio fixas". A vítima passou por ressuscitação cardiopulmonar, mas não resistiu e teve óbito declarado às 5h. Foi solicitada necropsia do corpo para identificar a causa da morte, informou a secretaria de Saúde do DF. Com relação ao atendimento, o número de senhas disponibilizado diariamente pela Sedes não é suficiente para atender a todas as solicitações. Por isso, os usuários precisam dormir na fila, para garantir o atendimento. Na semana passada, a Polícia Civil do DF abriu uma investigação para apurar uma denúncia de venda de vagas na fila dos centros. A suspeita é que criminosos tenham se aproveitado da dificuldade no atendimento para cobrar até R$ 100 e garantir um lugar na fila. A Sedes diz que, na quarta-feira, realizou 108 atendimentos no Cras do Paranoá, "considerando demanda espontânea, pessoas agendadas e atendimento com algum especialista". A pasta diz ainda que "vem promovendo seguidas ações para viabilizar cada vez mais o atendimento ao cidadão".
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